• Da próxima vez em que sentir  ciúme da ex do seu namorado, pense nisso
  • Da próxima vez em que sentir


    ciúme da ex do seu namorado, pense nisso


    “Eu não gosto dela!”, você disse, a respeito da minha ex-namorada. “Mas você nem a conhece e mesmo assim…”, tentei terminar a frase, porém, assim que notei a expressão que faz quando quer amedrontar leões, senti que nada, nem mesmo um mortal repentino para trás, faria com que você racionalizasse e entendesse que “ex” não é necessariamente sinônimo de ameaça, demônio ou tentação irrecusável que terminará em remember afoito a caminho do motel.

    “Ex” é um prefixo usado para se referir a algo que um dia foi, mas que já não é mais, ou seja, a não ser que ela dê motivos concretos – como me oferecer uma lambida no mamilo – para ser odiada, apenas pelo fato de um dia ela ter sido, não há necessidade de criar uma zona tempestuosa a cada vez que a encontramos na fila do cinema ou em meio ao tumulto de algum show de rock.

    É claro que existem ex-namoradas piores do que cascavéis e que fazem de tudo (de voodoo a aparições de bicão) para assombrar o presente. Porém, antes de odiá-las e de torcer para que elas morram devoradas por uma baleia orca, tente usar a razão para perceber que, assim como você, eu também tenho um passado e que, apesar dele e de todas as bocas que eu já beijei antes da sua, hoje, por tudo que eu nem preciso repetir aqui, é com você que decidi estar. Está mais do que decidido: é pros seus braços que eu desejo voltar, todos os dias, quando o meu chefe me libera.

    Você é a atual, o resto é chiclete sem gosto que eu decidi abandonar pelo caminho. Você, que vive a ter ciúme até das pegadas que eu deixei antes mesmo de saber da sua existência, precisa entender que quando me encontrou, pela primeira vez, o trem da minha vida já estava a todo vapor. Isso mesmo! E dificilmente alguém com mais de 18 anos não terá outros casos vividos. Quer garantir que será a primeira mulher de alguém? Adote um recém-nascido e crie-o em seu porão até que ele tenha idade suficiente para aceitar a sua boca.

    O passado, tudo que eu vivi até hoje, é o que me fez como eu sou e o que me ensinou a ser do jeitinho que vive a dizer que ama. Se hoje eu sei fingir que nem percebo os tapas gratuitos que você me dá quando está sob efeito do Furação El Chico, é porque, um dia, com alguma outra, eu revidei e só me dei mal. Se agora eu estou argumentando com calma e de maneira racional, é porque, um dia, para alguma outra ciumenta, eu gritei como um louco e só piorei as coisas. Como bem disse o Jorge Vercillo, na música “Monalisa”: “Não se ofenda com meus amores de antes, todos tornaram-se ponte pra que eu chegasse até você”. Não é genial?

    Não estou dizendo que você precisa ser como o Bruce Willis, que vivia a sair para jantar com a ex (Demi Moore) e com o cara que ela namorava na época (Ashton Kutcher). Mas, ao menos, seja educada e as cumprimente, nem que apenas como um singelo gesto, assim como eu faço com aquele seu ex que parece onipresente. Não faço questão que você seja amiga delas e, se quer saber, odiaria chegar em casa e dar de cara com você tomando café com alguma ex minha. Seria amedrontador e certamente vocês tramariam alguma forma de decepar a minha piroca. Apenas, se não for pedir muito, abra mão do pensamento idiota que diz: “Ex boa é ex morta!”. Quer uma frase melhor? “Atual boa é aquela que não perde tempo do presente tentando matar o passado!”. Que tal?


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