• Manifesto Pelo Direito da Mulher  a um Sexo Casual sem Neurose
  • Manifesto Pelo Direito da Mulher


    a um Sexo Casual sem Neurose


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    São 19 horas e 26 minutos de uma terça-feira. Você tem trabalho da faculdade para fazer, contas a pagar e um milhão e meio de problemas para resolver. E tudo que você consegue pensar é naquele fulaninho te pegando, puxando pelos cabelos, te fazendo mulher, como dizem algumas letras de música brega por aí. Às vezes, nem existe um fulaninho específico, existe só a vontade de que alguém te pegue com vontade e te faça enlouquecer de prazer.

    Todavia, você continua assim na quarta-feira, na quinta-feira, no final de semana, e você simplesmente não dá. Não dá porque isso é vulgar, não dá porque o mundo vive gritando na sua cara que mulher que dá só porque quer dar é vadia, é vagabunda – nem puta é, porque puta faz isso como profissão e fazer isso como profissão é mais aceitável do que uma mulher que faz isso pela simples vontade de fazer. Ficar só na vontade é síndrome da excitação sexual persistente.

    Todo mundo quer se sentir gostoso, desejado, necessário. E qual o problema de sentir tudo isso por só uma noite ou só por um dia? Ainda existem mulheres – e muitas delas – que acreditam que sexo casual é só o encontro de órgãos sexuais e nada mais. Sinto informar, mas não é. Sexo casual é libertar-se, é usufruir do seu próprio corpo através de outro, é matar a vontade, é gozar da liberdade de poder dar e receber prazer, sem amarras, sem cobranças.

    Existe um mito que a partir do momento que você faz sexo casual com alguém, você se torna um objeto. Não é bem assim. Claro, existem exceções. Um ou outro babaca vai te tratar mal, ficar espalhando por aí que você foi “lanchinho” dele. Mas quer saber? Liga o foda-se. Deu pra ele e ele falou mal depois? Tem duas opções. Se você deu para ele e gozou, ótimo, matou a tua vontade e conseguiu tirar prazer daquilo, e por uma noite na vida da criatura, ele foi útil para alguma coisa. Deu e não gozou? Tenha em mente que o babaca que te chama de “lanchinho” mal conseguiu te satisfazer.

    Fora estas exceções, existe sim, respeito entre parceiros de sexo casual. Conheço muitos homens e mulheres que fazem sexo casual e não veem o parceiro da noite como uma vagina ou um pênis descartável. Veem como um adulto querendo preencher uma vontade, um desejo. E sinto informar os que chamam a garota de “lanchinho”, mas vocês não são adultos. São pré-adolescentes presos em um corpo adulto. Por que a condição de ser adulto na prática envolve, sim, ver sexo de forma aberta e com respeito.

    Mulher sente vontade de dar. É simples assim. Existe carência, vontade de dormir de conchinha, de um cafuné? Existe, mas ás vezes, mais do que isso e acima disso, o que a gente quer é mesmo alguém que pegue com vontade, puxe pelos cabelos, faça a gente gemer, gritar, morder, todas essas coisas que uma boa transa envolve. E só isso.

    Sabe aquelas propagandas horríveis de clínicas especializadas em tratamentos de ejaculação precoce e disfunção erétil? Essas propagandas vivem gritando na nossa cara que “SEXO É VIDA”. Me diz, por que você prefere escutar os idiotas que gritam que sexo casual é feio em vez de escutar o pessoal da propaganda tosca? Porque, bonitona, eu vou te contar, a propaganda pode ser tosca, mas a frase é verdadeira. Sexo é vida, e se você está deixando de fazer, você está perdendo boa parte dela.


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