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No final desse filme a gente morre

E aquela briga de ontem a noite não vai ter tanta importância assim. Nem aquela crise de ciúmes boba, a cobrança desnecessária, muito menos o motivo insignificante que fez com que cada um virasse para o seu lado da cama na madrugada passada. Sozinho.


Coloca o telefone no mudo e o coração no mundo

Se desconecta um pouco vai, tira os olhos da tela e olha ao redor, olha o mundo, me olha nos olhos. Tem tanta coisa para ler por aqui também, tanto para ver, para falar sobre… Desliga um pouco a música dos fones, ouve meu coração, ouve o barulho das ondas batendo nas pedras, do vento enroscando nosso cabelo, ouve os sons do dia-a-dia.


A vida já começou

Todos os momentos que vivi até hoje são um ensaio para a vida que quero ter quando tudo se ajustar. 

Quando eu era adolescente, pensava que esse momento chegaria assim que eu terminasse o ensino médio. Saí da escola e me dei conta de que ainda não era a hora. Ah, eu estava errada, o botão de start só poderá ser apertado quando eu sair de casa.


Se der medo, vai com medo mesmo

Sabe aqueles dias em que você tropeça no tapete ao sair da cama, queima a língua com café, derrama creme dental na camisa, perde o ônibus e, com muita raiva, compreende que nada vai prestar? Então, sem querer ser pessimista, mas as chances de que isso aconteça são bastante grandes.


Em um mundo programado, sentir é um ato revolucionário

Era um fast-food qualquer.

- Temos uma oferta de Big-Cheddar-AVC por apenas 15,90, senhora.

(Só o sorvete, obrigada).


Escolha a menina errada

Escolha a menina que bagunça. Bagunça sua vida com amor, alegria e leveza. Bagunça seus cabelos com sua mão macia. Bagunça sua casa espalhando pedaço dela por todos os lados. Escova de dente, chinelo, o biscoito recheado preferido e livros que ela termina de ler e nunca leva embora.


Por uma vida mais leve

Resolvi fazer uma limpeza geral. No armário e na vida.

Comecei de leve, pelas meias e cuecas: joguei as frouxas no lixo e doei aquelas que, nos últimos seis meses, nem sequer havia tocado. Foi um bom começo, acredite. O suficiente para causar, em mim, um princípio de leveza.


Que bom que estamos vivos

“Que bom que estamos vivos” foi a frase mais importante que eu li ultimamente. Estava numa exposição, encontrei-a no meio de um quadro e na hora me impressionou. Tirei fotos que não cheguei a postar, mas essa ideia ficou marcada na cabeça.


É preciso amar como se não houvesse a parte chata do relacionamento

Eu acho que amor é aquilo que a gente exerce quando está com vontade de fazer outra coisa. Porque fazer exatamente aquilo que a gente quer é muito fácil. Difícil mesmo é sair da nossa zona de conforto e vestir um papel que às vezes a gente não está muito a fim de incorporar naquele momento:


Como eu sei que é amor?

Eu achei que tinha certeza porque logo que meus olhos encontraram os dele a minha respiração parou por um segundo. O coração decidiu que começaria ali uma maratona, os braços ficaram meio desengonçados, como quando a gente não sabe o que fazer com a fragilidade,


Amor é desespero pros céticos

Afeto vai além do que nos é mostrado. Afeto é tão surreal quanto desafeto. A gente guarda o desafeto no bolso e o disfarça lindamente com a boa educação – vivemos num mundo em que dizer que não gostamos de algo ou alguém é feio. Com o afeto acontece o mesmo:


Só quem é intenso vai entender

Somos pessoas intensas. Sofremos por isso. Tem coisas que, sim, somente nós conseguimos entender. Desde o cair de cabeça em uma relação até decidir nunca mais olhar na cara de quem não merece. Somos assim.

Entretanto, ser intenso não quer dizer que somos


O presente é um presente

Era uma vez o tempo. O tempo que eu perdia, que você ganhava, que a gente comprava. Eram tempos difíceis, demorados, ruins. Eram tempos de tempo em tempo, que exigiam paciência. Eram tempos que voavam, minutos que se despediam sem cerimônia, segundos que não esperavam aplausos.


Amor bom é amor simples

Você sentado do seu lado da cama, eu do meu, cada um no seu pequeno mundinho de relatividades me fez perceber que o amor é delicado e simples feito carnaval de rua de interior. Não carece de roupa de grife, sapato apertado ou jantar em um restaurante refinado da moda.