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A vida adulta tem umas solidões esquisitas

Solidão de adulto é foda. E não se resolve com transa. Nem com compras em loja de fast fashion, porre de vodca com energético, ou almoço de família. A vida adulta tem umas solidões esquisitas. Do tipo que pai e mãe não dão jeito e nem amigos festeiros dão conta.


Tudo o que a gente precisa é de menos

Você pode dizer que somos hippies de iphone, geração Nuttella, ou  até acusar nossa GoPro de “coisa de gente alienada e narcisista”. Assinamos nosso mea culpa e colocamos junto do passaporte, ansiosos por preencher as páginas com carimbos coloridos.


É preciso aprender a dizer não

Você precisa aprender a dizer não, um não de verdade, com vontade e arredondando a boca para formar a letra “o”. Com firmeza e sem dar margem para um talvez. O tipo de “não” que  “não” permita brechas. Que te dê liberdade e te coloque em posição de auto-respeito. Especialmente com quem você ama.


Faça isso por você

Você provavelmente já tentou agradar um monte de pessoas ao mesmo tempo e percebeu o quanto isso é difícil. Aquela velha história de que “é impossível agradar a todos“, começa a fazer um sentido danado quando a gente amadurece e precisa tomar decisões. Se é impossível eu não sei, mas andar sempre sob a cartilha alheia é bem difícil, cansativo e corre o risco de te empacar a vida.


Um brinde aos amigos que permanecem

A vida dá voltas. O problema é que muita coisa se perde nessas voltas e muita gente também. Gente que foi extremamente importante e que você acreditou que estaria por perto para sempre. Mas, por algum motivo, hoje faz parte da sua galeria de lembranças e saudades do passado, infelizmente.


Ele te traiu e a culpa é só dele

É só dele. Ponto. Poderia encerrar aqui, mas eu sei que seu cérebro está dando voltas e seu coração está pesando. A insegurança está batendo na porta com o medo vindo junto, de mãos dadas. Tranca essa porta logo e repete consigo. Não foi você quem causou isso, não importa o que ele alegue.


Seu príncipe encantado nunca existiu

Príncipes não existem. Até existem, mas passam longe de ser encantados. São humanos, cheios de erros, acertos, belezas e feiuras, como todos nós. Mas deixemos a realeza um pouco de lado e pensemos no nosso cotidiano, não tão real assim.


Vai doer a ausência dela

Mas deixa ela ir mesmo assim, deixa ela bater o porta malas do carro, com a mala de roupas mal arrumada dentro. Deixa ela pisar fundo no acelerador e pegar a rodovia com os olhos chorosos, sem fazer um movimento para que ela fique.


Ah, se tu soubesse

Se tu soubesse das vezes que te olhei de longe, andando tranquilo pelo corredor, com a xícara de café na mão.  Se reparasse que te analiso os olhos, o jeito de piscar e desviar quando precisa falar de si, tentando esconder as próprias emoções.


Sobre os pequenos amores

A gente se encontra no metrô, sem querer. Você de camisa recém passada indo para o trabalho. Eu de roupa de academia, indo fingir que me exercito. Você fala “oi”. Te digo um “oi” entredentes, você sorri e pega meu telefone. Nos falamos por horas, por dias, até entupir o aparelho com gotículas corrosivas de saliva, melada pela intensidade dos amores no começo.


Você precisa morar sozinho

Você precisa saber o que é chegar em casa, tirar os calçados num canto e ver seu sofá te esperando. Com seus livros nas estantes, as fotos da turma nos porta retratos e o tapete comprado, na feira do bairro, fazendo par com o abajur de brechó. Cozinhar sua própria comida, pegar sua própria bebida e escolher sozinho o que ver na TV.


Vocês não precisam gostar das mesmas coisas

Mais importante que um casal que concorda sobre o filme para assistir, num domingo de chuva, diante do Netflix, é um casal que tem jeito parecido de levar a vida. Que tem caráter, ritmo e anseios semelhantes. Você pode ser um viciado em quadrinhos e ela ler Foucault no café, isso importa, claro, mas não tanto quanto a sintonia de vocês.


Eu vou embora de você

Eu vou embora de você. Da sua vida bagunçada, dos seus vícios espalhados pelo chão do quarto e do seu abraço. Eu vou embora porque preciso me libertar do seu amor destrutivo, do seu humor instável e da sua paixão inconstante. Vou embora porque você me faz mal ao estômago, me dá enxaqueca e enruga a alma.


Gente morna não me convém

Minha mãe adora chuchu. Ela coloca na salada, faz suflê, sopa, empada e uma outra infinidade de coisas que, para mim, ficariam melhores com queijo e bacon. Mas gosto é gosto, dizem por aí. Eu particularmente nunca gostei de nada insosso, sem sabor ou sem ardência na ponta da língua.