Todo mundo tem um pouco de Gilmore Girls

Decidi assistir ao último capítulo da sétima temporada de Gilmore Girls antes de começar a versão produzida pela Netflix. Chorei. Não só porque a série fez parte de um momento bom da minha vida, em que sonhava junto com a Rory o dia em que também me tornaria jornalista, mas também porque agora eu sei o que significa deixar a mãe e a pequena cidade para ir em busca de um sonho.

Quando é difícil aceitar que ele não está tão a fim de você

Justificar o comportamento do outro não muda quem ele é, o que ele fez, muito menos o que ele pensa. Ficar parado na frente da porta esperando que ela magicamente se abra também não altera positivamente o rumo desta história. É preciso pés no chão e discernimento de sobra para aceitar as coisas como elas são.


Já passei da idade de gostar de amores enrolados

Depois de alguns anos achando o máximo aquele tipo de paixão arrebatadora de quem não dá certeza nenhuma pra gente, eu percebi que a gente evolui e dispensa certos tipos de gente. É uma coisa natural: quanto mais velhos (ou mais experientes) em relacionamentos ficamos, mais o nosso tipo de amor ideal muda.


A casa tá aberta e o coração também

Quero acordar do teu lado amanhã, alisar teu peito com a ponta dos dedos, beijar teu ombro e te dizer bom dia. Quero usar tua camiseta para andar pela casa, brigar pela poltrona favorita e pelo controle da tv. Quero roçar tua coxa enquanto dirige, te fazer rir com minhas piadas desconexas e roubar teu ar com meu tesão.


Meu fechamento sou eu mesmo, mozão

Não sei se houve um flashmob das pessoas que sigo nas redes sociais ou se é uma nova tendência universal, mas o que acontece é que tenho visto cada vez mais gente usando a singela e romântica frase em declarações públicas.


Ela não é pra casar

Nem se aproxime – ela deveria vir com um aviso de perigo. Ela é diferente de tudo o que a sociedade te preparou para encontrar em uma mulher.

Ela não sonha com vestido de noiva, festa do ano e casa decorada. Ela vai trocar tudo isso por aventuras e histórias pelo mundo contigo.

Coloca o telefone no mudo e o coração no mundo

Se desconecta um pouco vai, tira os olhos da tela e olha ao redor, olha o mundo, me olha nos olhos. Tem tanta coisa para ler por aqui também, tanto para ver, para falar sobre… Desliga um pouco a música dos fones, ouve meu coração, ouve o barulho das ondas batendo nas pedras, do vento enroscando nosso cabelo, ouve os sons do dia-a-dia.


Você não é melhor do que ninguém por preferir Netflix

Tem dias em que ninguém consegue me tirar de casa. Ninguém é pário para a minha cama convidativa, Netflix, vinho e o silêncio que o gato quebra sutilmente quando ronrona no meu pé.

Só resta mudar o passado

“O tempo, o tempo. O amor tem mil inimigos, mas o pior dele é o tempo. O tempo ataca em silêncio. O tempo usa armas químicas”, assim escreveu o maior dos nossos, com toda a razão de sempre, Luís Fernando Veríssimo.


Me deixa ser ogra

A ideia de que mulheres são mães do universo pode até ser bastante poética, mas – ao menos para mulheres como eu – é problemática.

Temos a honra e a lástima de nos terem atribuído as virtudes da organização, da delicadeza e do capricho – todas as virtudes ligadas à maternidade, percebeu?


Ela não quer casar com você

Pode respirar aliviado, amigo: nem toda mulher tem como prioridade te colocar um bambolê no dedo e te prender, para sempre, no visgo de um casamento ou de um relacionamento sério.


O que tem que ser tem força demais

A solidão e a carência frequentemente pregam peças enormes no coração da gente. Em um mundo de pessoas desapegadas, relacionamentos voláteis e amores efêmeros tudo o que se precisa para mascarar uma realidade é de uma meia ilusão para fazer de abrigo.


Quer conhecer ele de verdade? Pergunte sobre a ex.

Tenho uma espécie de sensor para homens problemáticos – os misóginos, os que vão te interromper quando você quiser expor uma ideia, os que olharão esquisito pra a sua blusa transparente e que mamilos não precisam ser oprimidos.


Saudades de casa

Depois eu que eu mudei, comemorei intensamente a vitória da liberdade. Aquelas pequenas conquistas anárquicas que aparecem no dia a dia sem a gente perceber, sabe? Beber água direto da garrafa, largar louça na pia pra limpar pela manhã, comer a sobremesa toda de uma vez e outras bobagens que nós comemoramos na doce ilusão de que isso é ser livre.