Se der medo, vai com medo mesmo

Sabe aqueles dias em que você tropeça no tapete ao sair da cama, queima a língua com café, derrama creme dental na camisa, perde o ônibus e, com muita raiva, compreende que nada vai prestar? Então, sem querer ser pessimista, mas as chances de que isso aconteça são bastante grandes.


Em um mundo programado, sentir é um ato revolucionário

Era um fast-food qualquer.

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(Só o sorvete, obrigada).


Quer ir embora? Vai

Situação: você vê aquela pessoa-não-tão-importante-assim se despedindo de você, saindo da sua vida, abrindo espaço pra que você talvez conheça aquele grande-amor-que-ainda-não-chegou. Você se sente apreensivo, as mãos suam, bate uma coisinha estranha no peito, como se já fosse saudade.


Pra quem perdeu a fé no amor

Tá difícil, eu sei. O mundo está vulnerável, as pessoas estão descartáveis e os relacionamentos duram pouco mais do que o espaço de um segundo. Dói. Machuca buscar por algo tão absurdamente em desuso hoje em dia: o amor. Desanima colocar a cara na rua, o salto alto na Sapucaí,


Me ama, mas ama baixinho

Eu quero resumir meu dia no espaço geométrico da nossa cama, te deixar bagunçar meu cabelo, ouvir você divagar sobre o clima e as banalidades rotineiras que nos sufocam, aquietar no teu abraço e esquecer do mundo na pressão do nosso beijo. E essa é a única pressão que quero.


Você conhece quem você ama?

Você provavelmente errará essa pergunta.

É que o tempo tem a função extraordinária de nos lapidar. Mudamos nossas opiniões, nossas playlists, nossas roupas, nossos pratos prediletos.


Por mais amores inteiros

Paz é o que eu sinto quando a reciprocidade chega de mansinho e beija a minha testa desejando um bom dia. É a mensagem recebida com carinho, a ligação atendida sem hesitar, o abraço que devolve o calor que lhe é destinado, é o olhar do outro que se torna espelho de quem a gente


Você quer amor, mas não quer tentar

Estamos num complexo dilema em que não sabemos mais se existem pessoas interessantes ou se nós é que andamos apáticos e desinteressados. A maioria se diz superinteressada e afirma que o destino é que não tem ajudado. Será mesmo?


Carta sobre um encontro fracassado

Querido quase amor,

Há quanto tempo não nos vemos? Quanto tempo faz desde a última mensagem que eu não te respondi? Confesso que não me lembro – é mais fácil lembrar do que doeu.


Fala pra ela

Temos uma mania constante de deixar pra lá as coisas que não parecem grandes o bastante pra gente dentro dos relacionamentos. Deixamos de lado o elogio bobo sobre a cara de sono, guardamos o sentimento bonito de admiração pelo outro, inibimos quão bom é ser a companhia de alguém.