Eu amo e odeio a saudade

Num dia em que não a sentia latejar com a mesma intensidade de agora, acabei definindo a saudade assim, ó: é um desconforto gerado pela ausência de uma presença extremamente confortável. Hoje, porém, deslocada entre um relógio parado e o celular que não vibra (não pelo motivo que desejo), sei que a saudade é mais…


Eu tive a certeza que seria amor

Vi uma foto tua ontem de noite e dei uma risadinha. Quantas risadinhas a gente não dá ao longo da vida quando esbarra com um amor adormecido que a gente nem lembra mais que um dia teve? Costumo chamar esse sentimento de anestesia consciente, dessas que a gente dá no cérebro para ver se o coração para de palpitar um pouco por toda e qualquer pessoa por quem a gente já se apaixonou um dia.


Namorar é…

Namorar é não saber onde começa você e termina o outro. Em qual parte daquele aconchego se perdeu a angústia que dilacerava a sua solidão. É quando a gente finalmente entende os motivos de tudo ter dado tão errado no dia de ontem e de todas as dores que nos prepararam para a chegada do amor. Namorar é um estado de permanência.


Sabe o que cairia bem? Te esquecer

Eu estou um pouco bêbada esta noite e sinto que de alguma forma, minha madrugada está correndo na contramão, com a intenção desesperada de colidir com você. Eu sei que devo manter distancia, inclusive do telefone, afinal esse é um dos acordos que fizemos quando colocamos um fim.


As deliciosas diferenças do amor inverno e verão

Amor inverno é diferente de amor verão. Você provavelmente já conheceu ambos e sabe que podem ser maravilhosamente apaixonantes, mas são antagonistas naturais, acredite! É um pouco confuso eu sei, mas calma, pega lá um café e deixa eu te explicar.


Ama sim, mas ama baixinho

O amor é calmo. Descobri isso quando não me batia mais aquela ansiedade maluca cada vez que rolava um programinha de amigos. Eu conseguia trabalhar, dançar, respirar, curtir uns momentos a sós sem surtar sobre o que o outro estaria fazendo naquele instante. Nada de borboletas no estômago, gastrite, insônia ou check in no celular de minuto em minuto a espera de uma notícia.


A metade ideal não existe: a gente é que constroi a dois.

Tem gente que tem aversão a discutir. Que baseia todo um relacionamento, ou a proposta do que deveria ser uma parceria perfeita, na completa ausência de brigas. No primeiro descompasso de opiniões já revira os olhos, balbucia qualquer aleatoriedade, menospreza ou minimiza o companheiro, para no fim concluir, após sem nem se dar ao trabalho de argumentar em busca de um meio termo, que aquela relação é um vínculo doentio.


Não sufoque quem te ama

E desta vez, eu abro o texto com um mea-culpa, seria hipócrita não fazê-lo. Já vivi uma relação sufocante e também fui responsável por ela. No auge da minha dúvida, cerquei quem eu amava com todas as regras e neuras possíveis, durante um longo, doentio e catastrófico tempo, tentei manter o controle da situação, sem notar que já o tinha perdido.


Vejo você desaparecendo

Nós conversamos e você diz que gostou de mim, que o encontro foi bacana e a gente se vê na próxima semana. Conta como foi teu dia, eu conto o meu, a gente promete que vai ser melhor junto, eu vou com calma, você diz pra abrir mão do freio, não confio de primeira, você promete que vai cuidar da gente, eu me encanto.


O amor não precisa doer pra ser bonito

Ela espeta o dedo e cai adormecida, come uma maçã e desmaia, ou morre ao lado do seu Romeu devido a uma falha na comunicação entre ambos. A fórmula é sempre muito parecida, já notou? A mocinha sofre feito os condenados às galés, de Victor Hugo, e sua estória fica imortalizada. Mesmo o romance sendo vago, sem base e completamente instantâneo, vira inspiração para gerações, como se fosse normal ficar sofrendo por amor.