• Nada prende mais alguém a você  do que deixá-lo livre
  • Nada prende mais alguém a você


    do que deixá-lo livre


    Me perdoem, se puderem, os que são dados à praticidade, mas amores-padrão são, no mínimo, desnecessários. Regras são um mal necessário, e há centenas delas – algumas, tácitas – onde quer que se vá: esperar o coleguinha sair do elevador antes de entrar. Deixar a esquerda livre. Não atravessar fora da faixa de pedestres. Ter cuidado porque os dentes arranham.
    O amor, que deveria ser a fuga desse gigantesco contrato que é viver, é, pra muita gente, só mais uma regra – ou um emaranhado delas.  Virou obrigação sair pra jantar no dia dos namorados, dizer eu te amo, postar foto fofa nas redes sociais – é como se rezasse tudo em um contrato que todo mundo leu, mas ninguém entende direito.
    Você pode assinar um contrato diante de testemunhas e um juiz, mas o que segura mesmo uma relação é a vontade dos dois (ou mais) de fazer dar certo. Sabendo disso, cada dia se torna único porque a gente entende que o laço que nos une está sempre por um triz.
    Não havendo cláusulas ou sanções, toda palavra é espontânea, o carinho quase passa despercebido, de tão natural, e os programas do dia dos namorados são frequentemente decididos de última hora. Os amores maisleves são escravos da vontade – e do bom-senso, convenhamos.
    Quando as almas se entendem, o amor não precisa de testemunhas. Toda verbalização só confirma o óbvio – o que já está dito em tudo, em todo o terno conjunto formado pelas atitudes, os trejeitos, os olhos.
    É quando falta ternura que o amor vira obrigação, e quando vira obrigação, já não é amor.
    “Devemos nos levantar da mesa quando o amor não está sendo servido.”
    É isso, Nina Simone.

    ass_nathmacedo


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